Luto e vida nova

Fazia três dias que o Bob havia ido para a nossa casa. Herdamos ele do meu pai que falecerá há quatro dias. Os primeiros dias na minha casa foram difíceis, pois ele estava enlutado, evidentemente muito triste e ainda carregava marcas de uma vida que mostrava que tinha sido muito amado, mas não fora bem cuidado. Chegou cheio de pulgas e estava um pouco arredio, nem comer ele queria. Ficava só no quintal, deitado como se estivesse desfalecido. Quando tentávamos animá-lo ou levantá-lo, rosnava para nós.
A foto registra o momento em que ele entra na sala e se encosta no sofá, com um ar mais alegre e suave, parece entender que lá ele também seria amado e que podia confiar na sua nova família. Daquele dia em diante, passou a se alimentar, receber e dar carinho, conviver com a gente nos espaços da casa. Eu ganhei um companheirinho maravilhoso, dócil e muito inteligente que me segue por onde vou, ama carinho e biscoitos.